Dois apartamentos comprados por Claudia Regina da Rocha Lobo e por sua filha, Letícia da Rocha Lobo Prado, foram levados a leilão em Bauru após inadimplência em financiamentos bancários. Claudia havia adquirido o imóvel em 2022, enquanto o apartamento de Letícia foi comprado em 2024. O imóvel de Claudia não recebeu lances, e o da filha foi arrematado por R$ 157.800,00.
Apartamentos de Claudia Lobo e filha são leiloados em Bauru
Assessoria My Bid - 06 de junho de 2026
O caso Claudia Lobo voltou ao noticiário após imóveis comprados por ela e por sua filha serem retomados pelo banco e levados a leilão em Bauru.
Dois apartamentos no Residencial Guarapari, em Bauru, comprados por Claudia Regina da Rocha Lobo e por sua filha, Letícia da Rocha Lobo Prado, foram levados a leilão após inadimplência em financiamentos bancários. Os imóveis haviam sido financiados pelo Banco Santander e acabaram retomados pela instituição financeira.
Claudia havia adquirido seu apartamento em 2022. Já o imóvel de Letícia foi comprado em 2024. Depois da falta de pagamento das parcelas dos financiamentos, os dois bens seguiram para venda em leilão extrajudicial, procedimento utilizado em casos de retomada de imóveis financiados com alienação fiduciária.
O apartamento comprado por Claudia não recebeu lances e deverá voltar a leilão. A unidade adquirida por Letícia, por outro lado, foi arrematada por R$ 157.800,00. Segundo Jerônimo Pompeu de Souza, consultor de leilões, o imóvel de Claudia está vazio, enquanto o apartamento de Letícia está ocupado por ela.
De acordo com Jerônimo, após a compra, o apartamento arrematado deve ser desocupado no prazo legal de até 60 dias. Ele também afirma que a unidade comprada será utilizada para moradia da cliente arrematante e que o banco permite o pagamento por meio de financiamento imobiliário.
A diferença entre os desfechos dos dois imóveis chamou atenção pela repercussão pública em torno do nome de Claudia Lobo. Enquanto a unidade dela permaneceu sem comprador no leilão, o apartamento da filha teve lance vencedor.
A ida dos imóveis a leilão não tem relação direta com o processo criminal que envolve a morte de Claudia. Trata-se de consequência da inadimplência nos financiamentos imobiliários. Ainda assim, o fato ganhou destaque por envolver bens comprados por Claudia e por sua filha em anos próximos ao período em que o caso passou a ser investigado.
Relembre o caso
Claudia Regina da Rocha Lobo, ex-secretária executiva da Apae de Bauru, desapareceu em 6 de agosto de 2024. Segundo informações divulgadas pela imprensa, ela foi vista pela última vez ao sair da entidade em um veículo da própria Apae, sem levar bolsa ou celular. O carro foi localizado no dia seguinte, abandonado em uma rua do bairro Vila Dutra, com vestígios de sangue.
O caso teve grande repercussão regional e nacional. Roberto Franceschetti Filho, então ex-presidente da Apae de Bauru, foi preso em agosto de 2024 e apontado como principal suspeito do desaparecimento e assassinato de Claudia. As investigações também passaram a apurar um suposto esquema de desvios de recursos da entidade.
Em outubro de 2025, Roberto Franceschetti Filho foi condenado pelo Tribunal do Júri a 22 anos e 6 meses de prisão em regime fechado por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e fraude processual. Dilomar Batista, ex-auxiliar de almoxarifado da entidade, também foi condenado no processo.
A atualização mais recente ocorreu em maio de 2026, quando o Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a condenação de Roberto Franceschetti Filho em segunda instância. A defesa havia pedido a anulação do júri popular e a redução da pena, mas o recurso foi negado pelos desembargadores. A decisão ainda admitia recurso aos tribunais superiores.
A Justiça também fixou indenização por danos morais à filha de Claudia, Letícia Lobo. O pagamento, de R$ 100 mil, deve ser dividido entre Roberto Franceschetti Filho e Dilomar Batista, ambos condenados no processo.
Enquanto o caso criminal segue com possibilidade de novos recursos, os imóveis comprados por Claudia e por Letícia passaram a integrar um novo capítulo de repercussão pública em Bauru, agora na esfera patrimonial.
Veja o vídeo com os momentos finais do leilão: Clique Aqui.
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Sobre o Autor
Jerônimo Pompeu de Souza é especialista em leilões públicos e extrajudiciais, fundador do Portal E-Lance e da My Bid, primeira rede de franquias do Brasil voltada à formação e atuação de leiloeiros oficiais.
Foi gerente de leilões da Caixa Econômica Federal, onde organizou centenas de processos de alienação de imóveis e criou estratégias de divulgação adotadas nacionalmente pela instituição.
É formado pela USP, com MBA pela FGV e pós-graduação em Direito Imobiliário pelo Instituto Damásio. Atua como consultor de leiloeiros oficiais em todo o país, além de ministrar cursos e palestras sobre arrematação, avaliação e gestão jurídica de leilões.
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