O que faz um leiloeiro oficial e como ingressar na profissão

Assessoria My Bid - 21 de julho de 2026

A profissão de leiloeiro oficial ainda é pouco conhecida por grande parte da população, embora esteja presente em situações recorrentes da vida econômica e jurídica do país. Imóveis de devedores, veículos apreendidos, bens de empresas em falência, frotas empresariais, propriedades retomadas por bancos e ativos públicos sem utilização podem ser vendidos por meio de leilão.

O leiloeiro oficial é o profissional responsável por organizar e conduzir essa venda pública. Entre suas atribuições estão a divulgação dos bens, o cadastramento dos interessados, o recebimento dos lances, a condução da disputa e a formalização do resultado da venda.

Na prática, a atividade reúne conhecimento jurídico, organização operacional, divulgação, tecnologia e responsabilidade na administração de valores e documentos. Em muitos casos, o leiloeiro atua em processos judiciais ou em procedimentos previstos em legislação específica.

O que faz um leiloeiro oficial
O trabalho do leiloeiro não se limita ao momento em que os lances são recebidos. Antes da realização do leilão, o profissional pode precisar analisar documentos, identificar as características dos bens, preparar editais, organizar fotografias, reunir informações, definir regras de participação e promover a divulgação dos lotes.

Durante o leilão, cabe ao profissional conduzir a disputa de acordo com as condições estabelecidas no edital. Depois da venda, ainda podem ser necessários procedimentos como emissão do auto de arrematação, prestação de contas, comunicação ao contratante, orientação para retirada dos bens e cumprimento de determinações judiciais ou administrativas.

O grau de responsabilidade varia conforme a modalidade do leilão e a origem da contratação.

Leilões judiciais: venda determinada pela Justiça
Uma das áreas mais conhecidas da profissão é o leilão judicial. Ele acontece quando um bem é vendido por determinação do Poder Judiciário.

A maior parte dessas situações aparece em processos de execução. Isso ocorre quando um credor ajuíza uma ação para cobrar uma dívida e o devedor não realiza o pagamento. Se a obrigação não for quitada, determinados bens podem ser penhorados e levados a leilão.

Em termos simples, o leilão judicial é uma forma de venda forçada. O proprietário não está oferecendo o bem por decisão espontânea, mas porque existe uma ordem judicial destinada à satisfação de uma dívida.

Os leilões judiciais podem envolver:
• imóveis;
• veículos;
• máquinas;
• equipamentos;
• participações societárias;
• direitos;
• embarcações;
• aeronaves;
• estoques;
• bens móveis em geral.

O valor arrecadado é destinado ao pagamento do credor e das despesas previstas no processo. Havendo saldo remanescente, o montante pode ser devolvido ao devedor, conforme a ordem de preferência e as determinações judiciais.

O leiloeiro também pode atuar em processos trabalhistas, execuções fiscais, falências, recuperações judiciais, inventários, ações de extinção de condomínio e alienações de coisa comum.

A alienação de coisa comum pode ocorrer, por exemplo, quando duas ou mais pessoas são proprietárias de um mesmo imóvel, não chegam a um acordo sobre sua destinação e a Justiça determina a venda do bem. Em credenciamentos de tribunais, é comum a exigência de tempo mínimo de atividade.

Em diversos órgãos, o profissional precisa comprovar pelo menos três anos de exercício como leiloeiro oficial para receber nomeações, embora os requisitos devam ser conferidos em cada edital.

Leilões extrajudiciais: venda realizada fora do processo judicial
Além dos leilões judiciais, existe o leilão extrajudicial. Essa modalidade ocorre fora de um processo judicial, mas segue regras estabelecidas em lei, contrato ou regulamento.

Um dos principais exemplos é o leilão de imóveis financiados com alienação fiduciária, procedimento disciplinado pela Lei nº 9.514/1997.

Nesse modelo, o comprador utiliza o imóvel, mas o próprio bem permanece vinculado ao financiamento como garantia do pagamento. Se houver inadimplência, o credor pode iniciar o procedimento de cobrança e retomada.

Após o cumprimento das notificações e dos prazos legais, a propriedade pode ser consolidada em nome do credor. Em seguida, o imóvel é submetido aos leilões previstos na legislação.

A finalidade do procedimento é vender o bem, quitar a dívida e as despesas admitidas e devolver ao antigo devedor eventual saldo remanescente, quando existente.

Esse tipo de operação é comum em financiamentos imobiliários realizados por bancos, mas também pode ocorrer em negócios envolvendo:
• loteadoras;
• incorporadoras;
• construtoras;
• cooperativas;
• fundos;
• empresas que comercializam imóveis parcelados;
• outros credores que utilizam a alienação fiduciária como garantia.

O leiloeiro oficial pode ser contratado para organizar a publicidade do imóvel, receber os lances e conduzir a venda pública.

Leilões particulares e empresariais
O campo de atuação do leiloeiro não se limita à Justiça ou aos bens retomados por instituições financeiras.

Empresas privadas podem contratar leiloeiros para vender ativos que não integram mais sua operação. Entre os bens frequentemente oferecidos estão:
• veículos de frota;
• máquinas industriais;
• equipamentos;
• móveis;
• estoques;
• materiais de informática;
• sucatas;
• imóveis;
• bens provenientes da renovação de unidades e instalações.

Bancos, seguradoras, locadoras e financeiras também utilizam leilões para vender veículos recuperados de financiamento, bens retomados e veículos provenientes de sinistros.

Nessas situações, as regras da venda são definidas pelo contratante e divulgadas no edital.

Leilões administrativos e de bens públicos
Órgãos públicos, prefeituras, autarquias, fundações e empresas estatais podem utilizar leilões para alienar bens móveis e imóveis.

A venda pode abranger veículos antigos, máquinas, móveis, equipamentos, sucatas e bens considerados ociosos, antieconômicos ou inservíveis para a Administração Pública.

A atuação do leiloeiro depende do procedimento de contratação adotado pelo órgão e das regras do edital. Em muitos casos, o profissional é selecionado por credenciamento, licitação ou sorteio entre os habilitados.

Leilões dos Detrans
Outra área relevante envolve os leilões promovidos pelos Departamentos Estaduais de Trânsito.

Veículos apreendidos e não retirados pelos proprietários dentro do prazo legal podem ser submetidos à venda pública. Dependendo de suas condições, podem ser classificados como veículos destinados à circulação ou como sucata.

O objetivo desses leilões é dar destinação aos veículos acumulados nos pátios e permitir o cumprimento das regras previstas na legislação de trânsito.

Além da condução da disputa, o leiloeiro pode participar da organização dos lotes, da visitação, da divulgação e dos procedimentos posteriores à arrematação.

Leilões falimentares
Quando uma empresa entra em falência, seus bens podem ser vendidos para pagamento dos credores.

Os ativos podem incluir imóveis, máquinas, marcas, estoques, veículos, unidades produtivas, equipamentos e direitos.

O produto da venda é distribuído de acordo com a ordem estabelecida pela legislação e pelas decisões do processo. Entre os credores podem estar trabalhadores, instituições financeiras, fornecedores e órgãos públicos.

A atuação do leiloeiro ocorre sob acompanhamento do administrador judicial e do juízo responsável.

Qual é a diferença entre leiloeiro e corretor de imóveis
A profissão de leiloeiro possui alguns pontos de aproximação com a corretagem imobiliária, mas as atividades são diferentes.

O corretor aproxima compradores e vendedores em uma negociação privada. O leiloeiro conduz uma venda pública, com regras previamente definidas, publicidade, disputa entre interessados e procedimentos formais.

Em muitos casos, a venda realizada pelo leiloeiro decorre de:
• ordem judicial;
• previsão legal;
• procedimento administrativo;
• contrato com empresa privada;
• retomada de garantia;
• alienação de bem público.

A remuneração também possui características próprias. Em muitos leilões, a comissão do leiloeiro corresponde a 5% do valor da arrematação e é paga pelo arrematante. O percentual, entretanto, pode variar conforme o edital, a modalidade do leilão, a legislação aplicável e a contratação realizada.

Quantos leiloeiros existem no Brasil
Levantamento elaborado pela My Bid Leilões a partir das listas disponibilizadas pelas Juntas Comerciais indica a existência aproximada de 2.510 leiloeiros ativos no país.

O número é reduzido quando comparado ao contingente de profissionais de áreas como advocacia e corretagem imobiliária.

Essa diferença não significa que o ingresso seja simples. A atividade possui barreiras regulatórias, financeiras e operacionais. Obter a matrícula na Junta Comercial é apenas uma etapa. O profissional ainda precisa aprender a captar leilões, estruturar sua operação, utilizar sistemas, interpretar editais e cumprir as exigências de cada contratante.

Os números podem sofrer alterações conforme novas matrículas, cancelamentos, suspensões e atualizações das listas estaduais.

Como se tornar leiloeiro oficial
Para exercer legalmente a profissão, o interessado precisa obter matrícula na Junta Comercial do estado em que pretende atuar.

As regras gerais da atividade estão relacionadas ao Decreto nº 21.981/1932 e à regulamentação do Departamento Nacional de Registro Empresarial e Integração. Os procedimentos concretos, porém, são administrados pelas Juntas Comerciais.

Os requisitos podem variar entre os estados. Em linhas gerais, o candidato costuma precisar:
• ser brasileiro;
• ter idade mínima de 25 anos;
• comprovar idoneidade;
• apresentar certidões cíveis e criminais;
 não exercer nenhuma atividade empresarial;
• prestar caução em dinheiro ou por meio de seguro para garantia do exercício profissional.

Antes de iniciar o pedido, é necessário consultar as regras atualizadas da Junta Comercial correspondente.

Documentos normalmente exigidos
A relação de documentos pode variar, mas geralmente inclui:
• requerimento de matrícula;
• documento de identidade;
• CPF;
• comprovante de residência;
• certidões cíveis;
• certidões criminais;
• certidões fiscais;
• certidões de protesto;
• comprovação de que o interessado não participa de sociedade empresária;
• comprovante de pagamento das taxas;
• depósito de caução ou contratação de um seguro.

A Junta poderá solicitar documentos complementares conforme a regulamentação local.

O que é a caução exigida do leiloeiro
Depois da aprovação da documentação, o interessado precisa prestar uma caução. Essa garantia serve para responder por eventuais prejuízos relacionados ao descumprimento das obrigações profissionais.

O valor não é igual em todo o país. Cada Junta Comercial pode estabelecer um montante próprio.

Conforme as regras do estado, a caução poderá ser prestada por meio de depósito em dinheiro ou seguro-garantia.

Seguro-garantia para leiloeiros
O seguro-garantia pode substituir o depósito integral da caução quando essa modalidade é aceita pela Junta Comercial.

Nesse modelo, o leiloeiro contrata uma apólice no valor da garantia exigida. Em vez de imobilizar todo o capital correspondente à caução, paga o prêmio do seguro.

De acordo com material informativo da FR Seguros Corretora, os valores apresentados a seguir foram calculados para apólices com vigência de 16 meses.

Os preços devem ser considerados estimativas. A contratação está sujeita à análise cadastral, às condições da seguradora, ao prazo da apólice, à regulamentação vigente e à aceitação da Junta Comercial.

Valores de caução e seguro por estado
Os valores abaixo correspondem à caução exigida para o exercício da atividade e à estimativa do seguro-garantia com vigência de 16 meses. As informações devem ser confirmadas antes da contratação, pois podem sofrer alterações conforme as regras da Junta Comercial, a análise cadastral e as condições da seguradora.

Região Sul
Santa Catarina — JUCESC
Caução: R$ 70.000,00.
Seguro estimado por 16 meses: R$ 2.620,49.

Paraná — JUCEPAR
Caução: R$ 100.000,00.
Seguro estimado por 16 meses: R$ 3.743,56.

Rio Grande do Sul — JUCISRS
Caução: R$ 42.510,00.
Seguro estimado por 16 meses: R$ 1.591,39.

Região Sudeste
São Paulo — JUCESP
Caução: R$ 120.000,00.
Seguro estimado por 16 meses: R$ 4.492,27.

Minas Gerais — JUCEMG
Caução: R$ 80.000,00.
Seguro estimado por 16 meses: R$ 2.994,85.

Rio de Janeiro — JUCERJA
Caução: R$ 90.000,00.
Seguro estimado por 16 meses: R$ 3.369,21.

Espírito Santo — JUCEES
Caução: R$ 80.000,00.
Seguro estimado por 16 meses: R$ 2.994,85.

Região Centro-Oeste
Distrito Federal — JUCIS-DF
Caução: R$ 50.000,00.
Seguro estimado por 16 meses: R$ 1.871,78.

Goiás — JUCEG
Caução: R$ 45.000,00.
Seguro estimado por 16 meses: R$ 1.684,60.

Mato Grosso do Sul — JUCEMS
Caução: R$ 100.000,00.
Seguro estimado por 16 meses: R$ 3.743,56.

Mato Grosso — JUCEMAT
Caução: R$ 40.000,00.
Seguro estimado por 16 meses: R$ 1.497,42.

Região Norte
Amazonas — JUCEA
Caução: R$ 60.000,00.
Seguro estimado por 16 meses: R$ 2.246,14.

Acre — JUCEAC
Caução: R$ 40.000,00.
Seguro estimado por 16 meses: R$ 1.497,42.

Rondônia — JUCER
Caução: R$ 30.000,00.
Seguro estimado por 16 meses: R$ 1.123,07.

Roraima — JUCERR
Caução: R$ 20.000,00.
Seguro estimado por 16 meses: R$ 748,71.

Amapá — JUCAP
Caução: R$ 45.774,10.
Seguro estimado por 16 meses: R$ 1.713,58.

Pará — JUCEPA
Caução: R$ 15.000,00.
Seguro estimado por 16 meses: R$ 561,53.

Tocantins — JUCETINS
Caução: R$ 50.000,00.
Seguro estimado por 16 meses: R$ 1.871,78.

Região Nordeste
Bahia — JUCEB
Caução: R$ 30.000,00.
Seguro estimado por 16 meses: R$ 1.123,07.

Piauí — JUCEPI
Caução: R$ 60.000,00.
Seguro estimado por 16 meses: R$ 2.246,14.

Maranhão — JUCEMA
Caução: R$ 50.000,00.
Seguro estimado por 16 meses: R$ 1.871,78.

Ceará — JUCEC
Caução: R$ 50.000,00.
Seguro estimado por 16 meses: R$ 1.871,78.

Pernambuco — JUCEPE
Caução: R$ 40.000,00.
Seguro estimado por 16 meses: R$ 1.497,42.

Paraíba — JUCEP
Caução: R$ 30.000,00.
Seguro estimado por 16 meses: R$ 1.123,07.

Alagoas — JUCEAL
Caução: R$ 50.000,00.
Seguro estimado por 16 meses: R$ 1.871,78.

Sergipe — JUCESE
Caução: R$ 20.000,00.
Seguro estimado por 16 meses: R$ 748,71.

Rio Grande do Norte — JUCERN
Caução: R$ 30.000,00.
Seguro estimado por 16 meses: R$ 1.123,07.

Os valores acima foram extraídos do material disponibilizado pela corretora e devem ser confirmados antes do protocolo da matrícula ou da renovação da garantia. Mudanças na regulamentação, na análise de risco ou nas condições comerciais podem alterar o prêmio do seguro.

A caução é devolvida ao leiloeiro?
Quando prestada em dinheiro, a caução permanece vinculada ao exercício profissional enquanto a matrícula estiver ativa, conforme as regras da Junta Comercial.

Em eventual encerramento da atividade, o levantamento da garantia depende do cancelamento da matrícula, da inexistência de pendências e do cumprimento dos procedimentos determinados pelo órgão.

No seguro-garantia, o valor pago pela apólice corresponde ao prêmio do seguro e, em regra, não é devolvido. A apólice também precisa ser renovada enquanto permanecer a obrigação de manter a garantia.

A matrícula permite atuar em todo o Brasil?
A matrícula do leiloeiro oficial é concedida pela Junta Comercial de um estado específico. No entanto, com a expansão dos leilões online, a atuação profissional deixou de ficar limitada apenas à região em que o leiloeiro está matriculado.

Atualmente, um leiloeiro pode ser contratado por comitentes localizados em diferentes estados e conduzir leilões eletrônicos de bens situados em qualquer região do país. Empresas, instituições financeiras, órgãos públicos, administradores judiciais e proprietários particulares podem contratar profissionais de outras unidades da Federação, especialmente quando a venda é realizada por plataforma digital.

Essa atuação nacional deve observar as regras aplicáveis a cada contratação. Alguns tribunais, órgãos públicos e editais podem exigir credenciamento próprio, tempo mínimo de atividade, estrutura local, registro complementar ou outras condições específicas.

Assim, a matrícula estadual habilita o exercício da profissão, enquanto a realização de leilões em âmbito nacional depende das exigências do comitente, do edital e da modalidade de venda.

Existe concurso para ser leiloeiro?
O ingresso na profissão não ocorre, em regra, por concurso público. O interessado solicita a matrícula diretamente à Junta Comercial e apresenta os documentos exigidos.

Depois de matriculado, poderá buscar credenciamentos em tribunais, órgãos públicos, bancos, empresas e outras instituições.

Em contratações públicas, a seleção pode ocorrer por meio de:
• credenciamento;
• sorteio;
• rodízio;
• licitação;
• chamamento público;
• nomeação judicial;
• outro procedimento previsto no edital.

A matrícula não garante o recebimento automático de leilões.

É necessário ter faculdade de Direito?
Não existe exigência geral de graduação em Direito para a matrícula como leiloeiro oficial.

Apesar disso, o conhecimento jurídico possui grande importância na atividade. O profissional frequentemente precisa interpretar processos, decisões, contratos, editais, garantias, intimações e normas de alienação.

Também não existe uma graduação superior específica obrigatória para a profissão. A qualificação prática costuma ocorrer por meio de cursos, treinamentos, acompanhamento de operações e experiência profissional.

O desafio começa depois da matrícula
Obter o registro é apenas o primeiro passo.

Depois da matrícula, o leiloeiro precisa desenvolver capacidade para:
• captar leilões;
• apresentar propostas a empresas e instituições;
• participar de credenciamentos;
• analisar processos judiciais;
• elaborar editais;
• providenciar notificações;
• organizar documentos;
• avaliar ou auxiliar na avaliação de bens;
• fotografar e catalogar lotes;
• realizar campanhas de divulgação;
• administrar plataformas eletrônicas;
• cadastrar participantes;
• receber e controlar lances;
• prestar contas;
• emitir autos e documentos;
• atender arrematantes;
• cumprir decisões judiciais e obrigações contratuais.

Cada modalidade possui procedimentos próprios. Um leilão judicial de imóvel apresenta exigências diferentes de um leilão de veículos, de sucatas, de máquinas industriais ou de bens públicos.

Competências necessárias para exercer a profissão
A atividade exige conhecimento multidisciplinar.

Conhecimento jurídico
Muitos leilões envolvem processos judiciais, dívidas, garantias, penhoras, intimações, editais e decisões.

Organização operacional
O profissional precisa controlar documentos, prazos, lotes, pagamentos, retiradas, comunicações e prestações de contas.

Divulgação
Um leilão depende de publicidade adequada para alcançar potenciais interessados e estimular a disputa pelos bens.

Tecnologia
Grande parte dos leilões é realizada pela internet. Por isso, plataformas eletrônicas, sistemas de cadastro, transmissão de dados e segurança digital passaram a fazer parte da atividade.

Relacionamento institucional
O leiloeiro se relaciona com juízes, servidores, advogados, administradores judiciais, bancos, seguradoras, empresas, prefeituras, compradores e vendedores.

Credibilidade
O profissional administra vendas públicas e, em algumas situações, valores de terceiros. A confiança e a transparência são elementos essenciais.

A digitalização ampliou o alcance dos leilões
Durante muitos anos, os leilões foram realizados predominantemente de forma presencial. Atualmente, grande parte das vendas ocorre por meios eletrônicos.

Um imóvel localizado em uma cidade pequena pode receber lances de participantes de diferentes regiões do país. O mesmo acontece com veículos, máquinas, equipamentos e outros ativos.

Essa transformação aumentou a importância da divulgação digital, da estabilidade das plataformas, da proteção de dados e do atendimento remoto.

O leiloeiro deixou de ser apenas a pessoa que conduz verbalmente os lances e passou a administrar uma operação completa de venda pública.

Existe treinamento para se tornar leiloeiro?
A legislação estabelece os requisitos para a matrícula, mas não criou uma faculdade ou um curso técnico obrigatório que ensine todas as etapas da atividade.

Por esse motivo, muitos profissionais conseguem o registro, mas encontram dificuldades para iniciar a operação.

O conhecimento necessário costuma estar distribuído entre diferentes áreas:
• Direito;
• avaliação de bens;
• marketing;
• tecnologia;
• vendas;
• gestão;
• procedimentos judiciais;
• contratos;
• prestação de contas;
• relacionamento institucional.

Nos últimos anos, surgiram iniciativas privadas destinadas à organização desse conhecimento. Entre elas está a E-Lance, rede voltada ao treinamento técnico, jurídico e operacional de pessoas interessadas no mercado de leilões, além do suporte à estruturação e realização das primeiras operações.

Quanto tempo leva para começar a receber leilões
Não existe prazo garantido.

O tempo necessário depende do estado, da conclusão da matrícula, da estrutura apresentada, da experiência do profissional e das oportunidades disponíveis.

Tribunais e órgãos públicos podem exigir tempo mínimo de atividade, certidões específicas, plataforma eletrônica, estrutura física, seguro, capacidade técnica e comprovação de experiência.

Já empresas privadas podem contratar profissionais recém-matriculados, desde que considerem adequada a estrutura oferecida.

Por isso, o planejamento profissional deve considerar que o registro não produz resultados imediatos.

Uma profissão antiga em um mercado digital
A profissão de leiloeiro oficial é tradicional, mas está inserida em um mercado em transformação.

A ampliação dos leilões judiciais e extrajudiciais, a retomada de garantias por instituições financeiras, a alienação de bens públicos e privados e a digitalização das plataformas aumentaram o campo de atuação.

Ao mesmo tempo, a caução, a complexidade das normas, a necessidade de tecnologia e a falta de formação prática estruturada tornam o início da carreira mais desafiador.

Ser leiloeiro oficial não significa apenas receber lances ou “bater o martelo”. A atividade exige preparação, responsabilidade, conhecimento técnico e capacidade para administrar vendas que podem envolver processos judiciais, contratos, dívidas e interesses de diversas partes.

Para quem pretende ingressar na profissão, o caminho começa pela consulta à Junta Comercial do estado, pela análise dos requisitos de matrícula e pelo planejamento da estrutura necessária para atuar depois da obtenção do registro.

Assessoria E-Lance para atuação como leiloeiro

A E-Lance realiza treinamento e capacitação de profissionais que desejam atuar como leiloeiros oficiais, com orientação sobre os aspectos jurídicos, operacionais e tecnológicos envolvidos na condução de leilões judiciais, extrajudiciais e públicos.

A formação aborda temas como credenciamento perante órgãos públicos e privados, estruturação de leilões, análise de editais, divulgação dos bens, condução das praças, atendimento a interessados, documentação do arrematante e procedimentos posteriores à arrematação.

A E-Lance também presta suporte técnico e operacional aos profissionais vinculados à sua rede, com foco na organização dos procedimentos e no cumprimento das exigências legais aplicáveis à atividade de leiloeiro oficial.

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone ou WhatsApp (11) 94166-0975.

Sobre o Autor

Jerônimo Pompeu de Souza é especialista em leilões públicos e extrajudiciais, fundador do Portal E-Lance e da My Bid, primeira rede de franquias do Brasil voltada à formação e atuação de leiloeiros oficiais.

Foi gerente de leilões da Caixa Econômica Federal, onde organizou centenas de processos de alienação de imóveis e criou estratégias de divulgação adotadas nacionalmente pela instituição.

É formado pela USP, com MBA pela FGV e pós-graduação em Direito Imobiliário pelo Instituto Damásio. Atua como consultor de leiloeiros oficiais em todo o país, além de ministrar cursos e palestras sobre arrematação, avaliação e gestão jurídica de leilões.

Instagram: @leiloeselance
Youtube: @jeronimodosleiloes

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