Levantamento aponta baixa oferta de profissionais no país.

Brasil soma cerca de 2.500 leiloeiros ativos, revela levantamento

Jerônimo Pompeu de Souza - 31 de março de 2026

A atividade de leiloeiro oficial está entre as mais tradicionais do país e segue regulamentada pelo Decreto nº 21.981, de 1932. A profissão é responsável pela condução de vendas públicas de bens, como imóveis, veículos e outros ativos, em operações vinculadas ao Poder Judiciário, instituições financeiras, empresas e órgãos públicos.

Levantamento encomendado pela E-Lance Leilões, com base na consolidação de listas estaduais das Juntas Comerciais, identificou apenas 2.510 leiloeiros ativos em todo o Brasil. Considerando a população brasileira estimada pelo IBGE em 213,4 milhões de habitantes, isso representa uma média de 5,9 leiloeiros a cada 500 mil habitantes — ou cerca de 1 leiloeiro para cada 85 mil brasileiros.

O dado chama atenção quando comparado a outras profissões regulamentadas. Hoje, a OAB informa 1.483.408 advogados no país; o Sistema Cofeci-Creci fala em cerca de 650 mil corretores de imóveis; e a Demografia Médica CFM 2024 aponta 575.930 médicos ativos. Na prática, isso significa que o Brasil tem cerca de 591 vezes mais advogados, 259 vezes mais corretores de imóveis e 229 vezes mais médicos do que leiloeiros ativos.

A diferença também aparece na relação por população. Enquanto o levantamento da E-Lance aponta 5,9 leiloeiros por 500 mil habitantes, a densidade aproximada da advocacia chega a 3.475 advogados por 500 mil habitantes, a da corretagem imobiliária a 1.523 corretores, e a da medicina a 1.349 médicos no mesmo recorte populacional.

O principal gargalo do setor não está apenas nos requisitos formais de registro, mas na baixa difusão de conhecimento técnico e operacional. Apesar de a legislação estabelecer critérios objetivos para o registro, a falta de conhecimento técnico e operacional ainda é o maior obstáculo para quem deseja ingressar na profissão.

Na prática, o exercício da atividade exige domínio de aspectos jurídicos, operacionais e comerciais, como elaboração de editais, condução de hastas públicas, notificações, intimações, captação de leilões e relacionamento com o Judiciário, instituições financeiras e empresas privadas. Em um mercado com poucos profissionais e demanda crescente, a tendência é de valorização da atividade, sobretudo com a digitalização dos leilões e a ampliação do alcance das plataformas online.

Dados interessantes do estudo:
Menor quantidade absoluta de leiloeiros ativos: Roraima (15), Acre (18), Amapá (18), Piauí (21) e Rondônia (22).

Maior quantidade absoluta de leiloeiros ativos:
São Paulo (576), Rio Grande do Sul (235), Minas Gerais (215), Rio de Janeiro (170) e Paraná (155).

Menor proporção de leiloeiros por habitante:
Pernambuco (2,2 por 500 mil habitantes), Amazonas (2,8), Maranhão (2,8), Bahia (2,9) e Ceará (2,9).

Maior proporção de leiloeiros por habitante:
Distrito Federal (18,9 por 500 mil habitantes), Tocantins (15,1), Mato Grosso do Sul (14,5), Amapá (11,2) e Mato Grosso (10,9).

São Paulo sozinho concentra 576 leiloeiros, o equivalente a 22,9% de toda a base ativa nacional. Os cinco estados com mais leiloeiros — SP, RS, MG, RJ e PR — concentram 53,8% de todos os profissionais ativos do país. Sul e Sudeste, somados, reúnem 62,1% dos leiloeiros ativos do Brasil. Treze estados e o DF têm menos de 50 leiloeiros ativos, o que reforça a escassez regional da profissão.

Ranking nacional por número de leiloeiros
1. São Paulo — 576
2. Rio Grande do Sul — 235
3. Minas Gerais — 215
4. Rio de Janeiro — 170
5. Paraná — 155
6. Santa Catarina — 154
7. Distrito Federal — 113
8. Goiás — 105

Diante desse cenário, iniciativas privadas que estruturam o ingresso na profissão ganham relevância. Entre elas, a E-Lance Leilões desenvolve um modelo voltado a quem deseja atuar como leiloeiro oficial, com treinamento, suporte e acompanhamento operacional em um mercado de baixa concorrência e alta demanda potencial.

Veja a lista de todos os leiloeiros do Brasil: clique aqui.

Assessoria da E-Lance

Além do respaldo legal e jurisprudencial, destaca-se que os leiloeiros vinculados à E-Lance possuem capacitação técnica reconhecida para realizar avaliações de imóveis, observando critérios mercadológicos e metodológicos compatíveis com o rigor judicial. Em muitos casos, essas avaliações podem ser elaboradas sem custos adicionais às partes, favorecendo a celeridade e a eficiência processual.

A E-Lance também presta assessoria gratuita a advogados em todas as fases da execução, desde a preparação do leilão até a fase pós-arrematação.

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone ou WhatsApp (14) 98193-6781.

Sobre o Autor

Jerônimo Pompeu de Souza é especialista em leilões públicos e extrajudiciais, fundador do Portal E-Lance e da My Bid, primeira rede de franquias do Brasil voltada à formação e atuação de leiloeiros oficiais.

Foi gerente de leilões da Caixa Econômica Federal, onde organizou centenas de processos de alienação de imóveis e criou estratégias de divulgação adotadas nacionalmente pela instituição.

É formado pela USP, com MBA pela FGV e pós-graduação em Direito Imobiliário pelo Instituto Damásio. Atua como consultor de leiloeiros oficiais em todo o país, além de ministrar cursos e palestras sobre arrematação, avaliação e gestão jurídica de leilões.

Instagram: @leiloeselance
Youtube: @arrematei

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